sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Peri e Ceci! ♥ ♥ ♥

Olá, como estão?

Nossa, eu tinha cogitado escrever mais neste mês, mas não rolou... Peço desculpas! Andei com problemas extra-blog, espero conseguir explicar em breve. Também ando com certa dúvida sobre se o formato de escrita ainda é o melhor para mim. Tenho cogitado que vídeo pode se encaixar melhor ao meu perfil atual, mas ainda vejo problemas demais em fazer vídeo (tais como conseguir um lugar de boa iluminação, enfrentar a vergonha, lidar com interrupções e aprender a editar vídeo). Enquanto vou aquecendo essa ideia, consegui finalmente achar um assunto/desculpa para escrever aqui, e acho que logo em seguida pode vir mais um post.


Eu nunca comentei muito aqui, porém eu tenho dois cachorrinhos de estimação! Eles são uns queridos muito queridos e fizeram 8 anos no último fim de semana! Aproveitando isso como desculpa, decidi apresentá-los e falar mais de cada um ^^ Sentem-se que lá vem história o/

Como consegui os dois 


Peri e Ceci têm uma história um tanto fofa de vida desde o nascimento, ou algo assim. Aconteceu que, em 2008, finalmente eu e minha mãe olhamos uma para a outra e pensamos: é hora de ter um bicho. Queríamos adotar, mas infelizmente nos sentimos MUITO inseguras de pegarmos um filhote de rua e ele crescer além dos limites. Por morarmos em apartamento, tivemos medo que um animal que crescesse demais não conseguisse se adaptar e nós tivéssemos que arranjar outro tutor para ele. Sempre conseguiríamos achar alguma amizade que gostasse de animais e morasse em casa, mas a ideia de nos separarmos do bichinho após um vínculo doía muito.

Assim, decidimos comprar um cãozinho em um lugar que confiássemos. Devo dizer que atualmente, em que sou mais informada, me arrependo de ter comprado meu bichinho e gostaria de ter adotado. Acabei descobrindo que um cão médio pode se adaptar à vida em apartamento (embora eu ainda creia que não seja o ideal) e que tem como ver no veterinário o quanto o bichinho vai crescer. Eu também poderia ter pego um cachorro adulto. Ficam aí de opções e informações para outras pessoas.

Compramos, primeiramente, a Ceci. Achamos Peri e Ceci igualmente simpáticos, na verdade até mais ele do que ela, no entanto preferimos uma fêmea pela questão de garantir que não marcaria território. Sabíamos sobre a castração de macho, mas também sabíamos que tinha que ser feita antes de certa idade para realmente garantir que ele nunca começaria a marcar.


Eu chamei a Ceci de Cecília Meireles, com apelido de "Ciça".

Aconteceu que a filhotinha não queria comer nem brincar, e não fazia nada o dia inteiro. Assustadas com o comportamento da cachorra, voltamos ao lugar para verificarmos se ela não estava doente. Aconteceu que só se sentia muito solitária. Então eu e minha mãe nos olhamos e pensamos "bom... Então que sejam dois, né". Por pura coincidência, o único da "leva" anterior de cachorros que ainda não tinha sido vendido era o Peri (os filhotes ficavam todos juntos brincando no mesmo espaço). Unindo o útil (era um cão que ela conhecia) ao agradável (era um que gostamos muito), levamos o Peri.

Minha queda por trocadilhos e por literatura foi muito forte e em pouquíssimos dias fiz todo um arranjo: mudei o apelido da Cecília para Ceci (era Ciça, como já falei) e chamei Peri de Peri, porque, óbvio, tinha que combinar. Três meses depois inventei um nome completamente estapafúrdio pro cachorro, para justificar o "apelido" de Peri. Me passou pela cabeça, em meus plenos 15 anos, que era injusto Cecília Meireles ter nome, sobrenome e apelido e Peri ser apenas Peri.


Inventei o nome de Péricles Arnaldo, porque sim.

É difícil verificar essa história porque foi o criador que contou, mas: parece que a Ceci foi a única filhote preta da ninhada (ela tem duas irmãs que parecem com a mãe, brancas com manchas, enquanto o pai é completamente preto) e isso levou à mãe dela não reconhecer o filhote como dela. Parece que isso acontece com cachorros, às vezes, e ao ver o filhote como intruso a mãe da Ceci se recusava a dar de mamar para ela.

Com medo da cachorrinha morrer de fome e achando que era muito cedo para dar fórmula, o criador procurou a fêmea que tivesse em maiores condições de "adotar" a Ceci e alimentá-la. Por ironia, a única que tinha tido ninhada há pouco tempo era a mãe do Peri, da raça maltês. Vale lembrar que maltês é sempre branco, ou no máximo manchado de bege bem discretamente. A mãe do Peri não recusou a Ceci, de forma que eles se conheceram ainda realmente bem filhotes.


Eu sempre acho essa história muito fofa, apesar de longa e talvez inventada, e nunca perco a chance de contá-la. Minha noção dos dois como irmãos surge dessa história, e acho fascinante pensar em como, enquanto uma cadela teve dificuldade de entender que um filhote tão diferente fazia parte da ninhada, a outra, que era ainda mais distante daquele filhote, o acolheu sem problemas.

Agora falarei um pouco de cada um individualmente :3


 Ceci 

 

Ela é dois dias mais velha que o Peri, nascida em 16 de Outubro de 2007. Ela é meio tímida, desconfiada e muito assustada. Levou meses até que ela aceitasse ser tirada do chão, ela tinha muito medo de ficar com a barriga exposta e sempre esperneava muito quando eu tentava pegá-la no colo, ao ponto de quase cair. Ela também não dormia de barriga para cima de maneira alguma. Na realidade, ela tinha dificuldades em dormir perto de humanos, bastava qualquer movimento para acordá-la. Se eu conseguia pegá-la e trazer para junto do meu corpo, assim que ela encostava a barriga no meu peito ela ficava tranquila novamente. Mas ainda assim queria descer logo.


Desde bem filhote ela tem paixão por meias sujas e rouba todas as que pode. E ela traz uma ou duas meias para mostrar a qualquer visita bem-vinda a ela, numa espécie de festa. Mas não é para você tentar pegar a meia, é só para você ver. Na falta de meias, ela pega sapatos meus. Apesar do focinho curto, Ceci foi aprimorando a técnica de levar meias na boca e já conseguiu levar até três meias aos mesmo tempo! Isso parece bobo, mas ela sendo minúscula como é, é um recorde. Para mim isso também tem maior valor porque realmente pude acompanhar toda a luta dela para coordenar o focinho curto e vontade de roubar a maior quantidade possível de meias. PS: ela nunca estragou meia alguma, só quer ter uma coleção.


Ceci é muito enérgica e gulosa, e consegue sacudir o rabo em uma velocidade impressionante. Ela sempre gostou muito de me desafiar e eu levei muitos meses para que ela entendesse que tinha que me obedecer. Tive que estudar psicologia canina, bem por cima, para compreender a maneira de agir da Ceci em alguns aspectos. A qualquer brecha que ela ver para dominar (dentro da lógica de cachorro), ela vai tentar dominar. Ela também é muito fiel e carinhosa, de sua maneira específica. Normalmente, para terceiros, ela fica meio apagada. No geral porque se esconde e o Peri é mais "chamativo".


Ah, é! Ela também sabe ser extremamente charmosa e faz muitas palhaçadas quando quer chamar a atenção. Ela tem umas manias de comportamento também, que há anos tento gravar mas que nunca consegui. Ceci também tem uma alergia de pele que é genética, tadinha, então está quase sempre se coçando muito >: Parece que é uma condição incurável, embora possa ser controlada diante de controle alimentar e ausência de cosméticos fortes (por exemplo, nada de perfume nela). Por fim, é necessário dizer: Ceci espirra muito e tem um latido bem forte, para o tamanho que tem.



 Peri 

 

Ele é o caçula, mas parece ser o mais velho. Nascido em 18 de Outubro de 2007, Peri mais dorme do que anda. Na realidade ele acaba sendo muito mais próximo de um estereótipo de cachorro: dorme muito, é preguiçoso, mas quando aparece visita ele faz festa até não poder mais. Ele gosta muito de chamar a atenção, é ciumento, e por ser extrovertido ele facilmente parece mais simpático do que a Ceci.


O Peri é, como já falei, mais extrovertido e "dado". A qualquer pessoa nova que chegar na casa ele vai querer carinho e vai dar "oi", e vai pular e lamber. Ele adora lamber. Em comparação à Ceci, ele é mais devagar para acompanhar certas coisas, é mais fácil enganá-lo (até mesmo sem querer). Ele também é muito tranquilo e tem uma boa-fé enorme. Já mostrei algo que eu tinha em mãos a ele, para que ele cheirasse e percebesse que não era comestível; no lugar disso, ele ficou cheirando e lambendo o objeto, como se tentasse se convencer que era comestível, já que eu estava oferecendo. É difícil explicar, mas é nítido que ele vai achar que algo é comestível só de eu oferecer a ele.


Ele é bem submisso, de forma que na hierarquia da matilha-fake dá para notar que eu sou a líder-mor, Ceci e a sub-líder e Peri obedece a nós duas.

Como exemplos da preguiça dele, posso listar que ele costuma beber água e comer sentado, porém não é raro encontrá-lo deitado durante essas funções. Ele também tem uma perninha torta, então se cansa meio facilmente nos passeios e começa a mancar se exagera na animação. Devido também a perninha torta, Peri tem muita dificuldade para subir ou descer sozinho das coisas. Às vezes ele late para o nada e eu fico falando que ele parece um velho resmungão.


Como se pode imaginar, Peri nunca teve problema algum em expor a barriga. Desde filhote a posição favorita dele para dormir é com a dita-cuja exposta, e o primeiro lugar que ele sempre expõe pra pedir carinho também é a barriga.

Peri costuma rosnar para a Ceci quando está sonolento e querendo ficar na dele e ela desrespeita uma distância de 30cm dele. Ele também já rosnou para mim quando cheguei perto dele, mas foi só até ele notar que eu não era a Ceci.



 Vídeos 

Peguei esses vídeos dos dois porque foi a forma que encontrei de mostrar mais na prática a diferença entre eles. Particularmente eu acho que é bem impactante ver a animação da Ceci e depois o sono do Peri. No vídeo final, dá para perceber como eles são em momentos "yay".






Infelizmente não tenho fotos deles filhotes porque só fui ter câmera lá por 2011.

Peri e Ceci foram essenciais para que eu lidasse melhor com a perda da minha mãe. Sempre agradecerei a eles por isso.

Eu realmente adoro muito esses bebês lindos :3

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