quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Encontrei pela net: Documentário "O Riso dos Outros"

Oooi, lolis!

Primeira postagem do ano, yaaay!!! Teve a do reveillón, mas não conta, creio. E começarei o ano bancando a repórter novamente!


Enfim: acompanho o Facebook "Moça, você é machista". Essa conta compartilhou, ou postou (não lembro), esse documentário, que se chama "O Riso dos Outros". Achei extremamente interessante, pois trabalha o humor e o politicamente correto. Ele dura certa de uma hora.

Claro que tenho a posição a respeito, mas não sei dizer se quem discorda de mim também achará o documentário tão legal quanto eu achei. Particularmente eu achei, porque entrevista pessoas variadas: comediantes (em especial de stand-up), cartunistas (Laerte estava lá *-*), feministas (a Lola deu uma pequena entrevista :3), e muitos estudiosos. Infelizmente não sei o nome de metade deles, porque sou bem alienada quanto a nomes e etc. Parece que há um escritor entre os entrevistados, um outro homem (creio que se chama Jean) que é ativista quanto aos movimento GLBTS, etc.


Minha posição pessoal é a de que o humor, como a Lola bem disse, "não é um deus, impassível de críticas". Sei que vou soar careta e retrógrada, mas percebo um intenso movimento de "mania do politicamente correto". As pessoas falam assim mesmo, como se ser politicamente correto fosse ruim O_o Digo, sinto muito se não gosto muito de piadas machistas, homofóbicas, racistas, e acho que elas não deviam ser tão populares.

O humor, sempre tem uma vítima (diz isso no documentário). Mas essa vítima não precisa necessariamente ser uma minoria, um grupo social, ou uma pessoa específica. A vítima pode ser uma impressora. Pode ser alguma mania. Pode ser, como falou o escritor, a lógica. E a piada não precisa necessariamente ser humilhante.

Acabo achando um tanto raso que as pessoas que falam mal do politicamente correto, que ele virou uma mania, são justamente as que não se encaixam na piada. É meio fácil falar que é mania, que é frescura, quando não é você que está sendo ofendido por ser gordo, negro, gay. O triste é que isso se enquadra em lolita, também, e o preconceito em volta de itas.

Acredito que o problema, claro, não está em uma palavra. Eu adoro chamar as minhas amigas lésbicas ou trans de "sua bicha linda", ou sei lá, não vejo problema em chamar um amigo negro de "negão". Mas há toda uma entonação, todo um contexto. A palavra em si não é ofensiva (embora tenham algumas que já tenham sido usadas tantas vezes de forma pejorativa que já ficaram pesadas), e sim a forma com que é dita. O que deve ser combatido não é uma palavra, e sim um preconceito.

Parece que as pessoas que fazem e gostam de piadas com esse feeling e que defendem que têm o direito de fazer a piada, que é liberdade de expressão, se esquecem que as pessoas que não gostaram da piada também têm direito a expressar que não gostarem da piada. Falo, com orgulho, que sou branca, magra, loira, e não passo por necessidades materiais. Mesmo assim, não acho divertidas essas piadas que diminuem negros, gays, gordos, pobres, etc, até porque elas são extremamente velhas e batidas.

Ao mesmo tempo, também parece que há piadas que foram feitas e que o governo proíbe que sejam refeitas. Isso não é censura? Não mexe com a liberdade de expressão?

Querendo ou não, o humorista age como um espelho. Ele vê a sociedade e a representa de forma satírica. Ele também tem a "obrigação" de fazer os outros rirem. Se ele faz uma piada sexista e todos riem, o problema está na sociedade. Se ninguém achasse engraçado, ele não faria mais a piada pelo simples fato de não ter dado certo. Então também não acho justo colocar tudo nas costas do artista, isso incluindo o Rafinha Bastos, que ficou bem conhecido.

Quando vi piadas dele, achei de extremo mal-gosto desde o começo. Desde antes dele dizer que comia a filha da Wanessa Camargo, antes dele falar que mulher feia tinha que agradecer por ser estuprada. Passei a achar graça quando vi tudo sob a perspectiva de puro sarcasmo. Porque, querendo ou não, o que ele fala (não quanto à primeira parte, mas sobre a segunda) reflete muita coisa que muitas pessoas pensam. Em resumo: se ele de fato pensa como fala em stand-up, acho tudo de muito mal-gosto. Mas se é uma colocação exagerada e irônica, feita justamente para demonstrar o quanto aquilo tudo é ridículo, acho interessante e talvez engraçado.

De qualquer forma, eu não achei engraçado vendo o que ele dizia. Mas mesmo assim ele fez o maior sucesso. Se ele foi para o topo, foi porque teve gente que aprovou. Foi porque teve MUITA gente que aprovou. Que via graça no que ele dizia.

Finalizando isso, coloco neste ano uma certa esperança de que o "politicamente correto" deixe de ser visto como algo pejorativo e que o preconceito diminua de uma forma geral...


Espero que vejam o documentário! Independente dele, queria saber o que vocês acham dessa coisa de politicamente correto e tal :3

Beijos!

2 comentários:

  1. adorei essa entrevista, acho que preciso mais de humor na minha vida, obrigada por ter postado ela aqui Alice assim eu pude ver ela :)

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    1. De nada, Hime Ayumi! :3 Fico feliz que tenha gostado tanto quanto gostei! Humor na vida é sempre necessário XD

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